Archive | janeiro, 2012

Resenha: Sum 41 – Screaming Bloody Murder

21 jan

Sum 41 – Screaming Bloody Murder

Release oficial: 29/03/2011

Faixas: 14

Duração: 48 min

Gênero: Alternativo/Pop Punk/Hardcore

Membros:

Deryck Whibley – Guitarra/vocal

Cone McCaslin – Baixo

Tom Thacker – Guitarra

Steve Jocz – Bateria

Faixa por faixa, brevemente

1 – REASON TO BELIEVE – ABERTURA ORA MISTERIOSA, ORA AGITADA

Começando o CD com classe.

2 – SCREAMING BLOODY MURDER – FAIXA TÍTULO COM TUDO QUE HÁ DIREITO

Rebusca a essência da banda e incorpora elementos interessantes, explorando novos campos musicais.

3 – SKUMFUK – “MUSICÃO”

Mudança de ritmo, composição muito boa, clima que prende a quem ouve a música. O clima “burlesco” de THE JESTER (do disco anterior da banda, UNDERCLASS HERO) aparece notavelmente pela primeira vez no disco.

4 – TIME FOR YOU TO GO – POP PUNK DE GENTE GRANDE

Poucos acordes, melodia fácil de acompanhar, porém com sonoridade mais madura que nos trabalhos anteriores. Destaque para o solo de guitarra cativante desta música.

5 – JESSICA KILL – SOMBRIA

Melodia pesada, penetrante, com uma ótima linha vocal de Deryck Whibley com suavidade e agressividade na medida certa. Lembra o disco CHUCK. Destaque para Steve Jocz, mostrando-se mais ainda um excelentíssimo baterista.

6 – WHAT AM I TO SAY – “RADIO-FRIENDLY”

A baladinha essencial. Faixa atraente, lembrando bem o caminho trilhado no disco UNDERCLASS HERO. Essa tem grandes chances de ser um single de sucesso.

7 – HOLY IMAGE OF LIES – A PURA ESSÊNCIA DO DISCO

A melhor e mais completa faixa do disco. Exprime exatamente a essência “punk-burlesque-hardcore-opera” do SCREAMING BLOODY MURDER todo.

8 – SICK OF EVERYONE – MAIS CHUCK FOR MY BUNGHOLE

Faixa versátil, com um riff de entrada extremamente agressivo, passando para um verso mais “tranquilo”, com o clima burlesco e teatral marcando presença novamente. Um híbrido de CHUCK e UNDERCLASS HERO.

9 – HAPPINESS MACHINE – EXCÊNTRICA E SÓLIDA

Guitarra muito pesada, vocal com melodias variando entre a insanidade e a extrema suavidade, e mais pianos.

10 – CRASH – SEGUNDO CLÍMAX (SE É QUE ISSO EXISTE)

Depois de muita porrada, essa belíssima composição sustentada apenas pelo piano, guitarra, violão e voz prepara para o desfecho do disco, compondo todo um clima musico-teatral na cabeça de quem ouve o disco.

11 – BLOOD IN MY EYES – “BURLESQUE METAL”

Muito pesada, muito melódica, com o piano de ritmo marcante e um refrão forte, fácil de lembrar e muito suscetível a headbang. Destaque para o excelentíssimo trabalho das guitarras e da bateria no riff principal da música.

12 – BABY YOU DON’T WANNA KNOW – ROCK N’ ROLL (!)

Tudo na música ruma pra o mesmo rumo: puro ritmo de Rock n’ Roll pra agitar!

13 – BACK WHERE I BELONG – WE’RE STILL SUM 41!

Essa música é um soco na cara de todo ouvinte! Pancada com a pura essência da banda, mostrando todo o amadurecimento e evolução de todos os membros. Próximo single confirmado do disco.

14 – EXIT SONG – “APROVEITEM, E ATÉ A PRÓXIMA!”

Uma faixa curta e bela, para fechar com chave de ouro este lançamento, que, de longe, é o disco mais maduro do quarteto canadense. Não é o melhor, mas é o que tem uma evolução mais notável. Potencial como disco bom para o próprio SUM 41 se orgulhar, e podendo conter alguns hits memoráveis, que se tornem hinos para os fãs como FATLIP, THE HELL SONG, STILL WAITING e PIECES.


A música pop nos dias de hoje, por @bocasucks

21 jan

Bom, esses dias, tinha algum tempo pra jogar fora e me lembrei de uma coisa que existia antes da internet. Chama-se MTV, Music Television. Esse canal de TV costumava ser minha única ligação visual com as bandas que gostava. Após algumas horas vendo reality shows de gosto extremamente duvidoso, vi uns vídeo clips. Meu, os vídeos de Pop atuais são muito mais brutais que os de Metal! É só mulher “ralando o carpete“, doideiras e comportamento indecente. Adorei! Não sou nenhum pouco puritano, mas saber que as 11 da manhã, milhões de crianças no mundo inteiro são “bombardeadas” com a putanhice da Lady Gaga é uma realidade estrondosa. Por exemplo, um vídeo do Slayer com insinuação (anti) religiosa ou uma dose de violência moderada não é aceitável nesse horário. Tá. Concordo. Afinal não é todo tipo de Metal que é acessível aos mais pequenos. Agora, ver a Sra. Gaga ralar de calcinha e sutiã com um monte de machos (?) malhados é adequado. Se o Nergal (Behemoth) rasga uma bíblia diante de algumas centenas de pessoas (que estavam lá para ver isso), é um ato criminoso. Já, quando a “Madonna 2.0” engole um terço todo dia na cara de milhões de telespectadores, é ousado, inovador, controverso. Se no próximo vídeo ela cagar o menino Jesus, automaticamente ganha um prêmio da MTV. Outro vídeo que curti foi da Ke$ha. É a mulher dos meus sonhos, quando tinha 17 anos: Bêbada e vagaba! Combo perfeito. Só pegava ela com 3 camisinhas! E o Lil’ Wayne? Detento style. Visual medonho. Resumindo, acho que o mundo da música Pop tem uma atitude tão subversiva quando do Metal atualmente. A diferença é que no Metal, as pessoas procuram por isso, sabem no que estão se metendo, já o Pop entra na vida das pessoas “à força” e muito cedo, embutindo certo valores que não agregam nada.

(Postado originalmente no site hornsup.net, site que hoje em dia está fora do ar e a única coluna remanescente é o tumblr do Boca Dura)