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Vídeo: Matt Skiba and the Sekrets – Voices

25 maio

Terror e psicodelia nonsense no primeiro videoclipe do trio Matt Skiba and the Sekrets. A faixa é a primeira do disco Babylon, o qual eu já avaliei aqui. Enjoy!

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Resenha: Babylon (Matt Skiba and the Sekrets, 2012)

14 maio

Combinação praticamente infalível: juntar membros de ótimas bandas de gêneros similares, mas com suas particularidades, e ver no que dá. A probabilidade de sucesso é extremamente superior à probabilidade de fracasso. Matt Skiba e os seus companheiros na sua nova e ambiciosa empreitada estão aí e não deixam a probabilidade mentir.

Skiba, guitarrista e vocalista que já tem uma carreira consolidada com o Alkaline Trio, que já tem mais de 15 anos de vida e 8 discos lançados, anunciou no início desse ano que iria se reunir com membros de outras duas bandas e gravar um disco. Declarou em entrevistas adorar gravar com seus companheiros de longo prazo no Alkaline Trio, mas adoraria gravar um disco de Rock com a cara dele, podendo comandar o rumo das coisas. Para isso, chamou Hunter Burgan, baixista do grupo de Punk/Hardcore AFI, e Jarrod Alexander, atual baterista do grupo My Chemical Romance.

Após mais ou menos três ou quatro meses ensaiando, compondo e gravando, o resultado é Babylon, que estará disponível para venda em formato físico nessa sexta-feira, 18. Uma obra prima do Punk Rock que nos lembra como é divertido ouvir um disco de 37 minutos, com a carga certa de peso, melodias e letras tanto emotivas e românticas quanto fortes e agressivas.

O disco abre com Voices, uma faixa com a identidade de Skiba impressa no verso inicial, após uma enérgica introdução. A canção segue e nota-se o rumo diferente que o guitarrista/vocalista quis seguir com esse projeto. Sintetizadores “adoçam” a melodia rápida e agressiva, com um refrão poderoso. Um detalhe costumeiro  torna-se notável: referências a contos de terror, influência do Horror Punk do lendário grupo Misfits, muito presentes também nas letras do Alkaline Trio.

O encerramento da primeira faixa emenda com a bateria corrida e o zumbido dos amplificadores na introdução curta e objetiva de All Fall Down, uma daquelas canções que na sua aparente simplicidade, marcam e surpreendem. Burgan faz um excelente trabalho e seu baixo conquista um espaço de destaque na música, em meio a overdubs de guitarras, a bateria mais do que bem tocada e bem posicionada e os coros que completam a mistura perfeita para uma faixa marcante e agradável.

Luciferian Blues dá a impressão que o frontman do projeto “fez o dever de casa” e incorporou elementos do AFI e do My Chemical Romance na sua composição típica. Faixa pesada e melancólica, conta por forma de metáforas o fim de um relacionamento e o sofrimento para superá-lo. Uma canção curta, rápida onde há contraste entre o instrumental pesado e agressivo com o vocal emotivo e suave.

O álbum segue com a constante mistura do usual e do inédito, onde faixas como Haven’t YouFalling Like RainOlivia encorporam sintetizadores, pianos e musicam declarações de amor, ódio e horror com os melhores aspectos de cada uma das três bandas. How the Hell Did We Get Here?You e The End of Joy mostram que o peso pode ser Pop e que melodias agressivas podem ser adoráveis e fáceis de absorver.

Sons de trovões, um violão e uma voz sincera e emotiva que lhe pede para abrir os olhos iniciam a última canção do disco, Angel of Deaf. Sem exageros, teclado e guitarras entram sutilmente para acompanhar a voz de Skiba, que traz emoções do seu âmago para a superfície da melodia. O som grave de instrumentos ressoa por mais quatro minutos após o fim da faixa, uma pegadinha para quem gosta de faixas escondidas.

Um ótimo disco. Repetitivo em poucos momentos, divertido para ouvir por até duas ou três vezes seguidas. Altamente recomendado para os leitores desse blog e para interessados nas bandas, no gênero ou para leigos.

Banda: Matt Skiba and the Sekrets

Matt Skiba – Guitarra, violão e vocal

Hunter Burgan – Baixo e vocal de apoio

Jarrod Alexander – Bateria

Álbum: Babylon

 Ano: 2012

  1. Voices (3:25)
  2. All Fall Down (3:48)
  3. Luciferian Blues (2:59)
  4. Haven’t You? (3:12)
  5. The End of Joy  (3:05)
  6. You (3:31)
  7. Olivia (3:39)
  8. Falling Like Rain (3:16)
  9. How the Hell Did We Get Here? (3:39)
  10. Angel of Deaf (7:06)

Abaixo, a faixa All Fall Down:

Matt Skiba parecendo o índio Tonto, de “Cavaleiro Solitário”

Resenha: Sum 41 – Screaming Bloody Murder

21 jan

Sum 41 – Screaming Bloody Murder

Release oficial: 29/03/2011

Faixas: 14

Duração: 48 min

Gênero: Alternativo/Pop Punk/Hardcore

Membros:

Deryck Whibley – Guitarra/vocal

Cone McCaslin – Baixo

Tom Thacker – Guitarra

Steve Jocz – Bateria

Faixa por faixa, brevemente

1 – REASON TO BELIEVE – ABERTURA ORA MISTERIOSA, ORA AGITADA

Começando o CD com classe.

2 – SCREAMING BLOODY MURDER – FAIXA TÍTULO COM TUDO QUE HÁ DIREITO

Rebusca a essência da banda e incorpora elementos interessantes, explorando novos campos musicais.

3 – SKUMFUK – “MUSICÃO”

Mudança de ritmo, composição muito boa, clima que prende a quem ouve a música. O clima “burlesco” de THE JESTER (do disco anterior da banda, UNDERCLASS HERO) aparece notavelmente pela primeira vez no disco.

4 – TIME FOR YOU TO GO – POP PUNK DE GENTE GRANDE

Poucos acordes, melodia fácil de acompanhar, porém com sonoridade mais madura que nos trabalhos anteriores. Destaque para o solo de guitarra cativante desta música.

5 – JESSICA KILL – SOMBRIA

Melodia pesada, penetrante, com uma ótima linha vocal de Deryck Whibley com suavidade e agressividade na medida certa. Lembra o disco CHUCK. Destaque para Steve Jocz, mostrando-se mais ainda um excelentíssimo baterista.

6 – WHAT AM I TO SAY – “RADIO-FRIENDLY”

A baladinha essencial. Faixa atraente, lembrando bem o caminho trilhado no disco UNDERCLASS HERO. Essa tem grandes chances de ser um single de sucesso.

7 – HOLY IMAGE OF LIES – A PURA ESSÊNCIA DO DISCO

A melhor e mais completa faixa do disco. Exprime exatamente a essência “punk-burlesque-hardcore-opera” do SCREAMING BLOODY MURDER todo.

8 – SICK OF EVERYONE – MAIS CHUCK FOR MY BUNGHOLE

Faixa versátil, com um riff de entrada extremamente agressivo, passando para um verso mais “tranquilo”, com o clima burlesco e teatral marcando presença novamente. Um híbrido de CHUCK e UNDERCLASS HERO.

9 – HAPPINESS MACHINE – EXCÊNTRICA E SÓLIDA

Guitarra muito pesada, vocal com melodias variando entre a insanidade e a extrema suavidade, e mais pianos.

10 – CRASH – SEGUNDO CLÍMAX (SE É QUE ISSO EXISTE)

Depois de muita porrada, essa belíssima composição sustentada apenas pelo piano, guitarra, violão e voz prepara para o desfecho do disco, compondo todo um clima musico-teatral na cabeça de quem ouve o disco.

11 – BLOOD IN MY EYES – “BURLESQUE METAL”

Muito pesada, muito melódica, com o piano de ritmo marcante e um refrão forte, fácil de lembrar e muito suscetível a headbang. Destaque para o excelentíssimo trabalho das guitarras e da bateria no riff principal da música.

12 – BABY YOU DON’T WANNA KNOW – ROCK N’ ROLL (!)

Tudo na música ruma pra o mesmo rumo: puro ritmo de Rock n’ Roll pra agitar!

13 – BACK WHERE I BELONG – WE’RE STILL SUM 41!

Essa música é um soco na cara de todo ouvinte! Pancada com a pura essência da banda, mostrando todo o amadurecimento e evolução de todos os membros. Próximo single confirmado do disco.

14 – EXIT SONG – “APROVEITEM, E ATÉ A PRÓXIMA!”

Uma faixa curta e bela, para fechar com chave de ouro este lançamento, que, de longe, é o disco mais maduro do quarteto canadense. Não é o melhor, mas é o que tem uma evolução mais notável. Potencial como disco bom para o próprio SUM 41 se orgulhar, e podendo conter alguns hits memoráveis, que se tornem hinos para os fãs como FATLIP, THE HELL SONG, STILL WAITING e PIECES.