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Review: Jane’s Addiction – The Great Escape Artist (2011)

5 fev

Posso não ser o cara mais familiarizado com o trabalho do Jane’s Addiction (mal ouvi os discos Ritual de Lo Habitual, de 1990, e  Strays, de 2003) mas considero-os uma banda de altíssima qualidade e uma referência grande para o rock alternativo (Tom Morello concorda comigo) e esse ponto de vista só se fortaleceu quando ouvi The Great Escape Artist. O primeiro single do disco, “End to the Lies”, ganhou um clipe muito bem produzido que unindo arte de rua e tatuagens com silhuetas de mulheres, combina com os versos densos e o refrão melódico, com linhas desfiguradamente incríveis da guitarra de Dave Navarro (destaque para este, que faz um trabalho excepcional neste disco). O segundo single e faixa de abertura é a pesada “Underground”, que ganhou um clipe burlesco com direito a um espalhafatoso Perry Farrell, como de costume, iniciando a música com seu vocal agudo e característico, para cair no peso do baixo de Chris Chaney e na percussão marcante de Stephen Perkins. O disco segue na mesma base de canções mescladas de seções melódicas, pesadas e um toque de insanidade que a guitarra mais do que bem tocada de Navarro cria em conjunto com a voz de Farrell. Músicas que ganham um bom destaque são “The Irresistible Force (Met the Immovable Object)” e “Splash a Little Water On It”, duas “semi-baladas” com belos arranjos, guitarras melódicas e a segunda, um violão de fundo que dá uma beleza única para a melodia. Também pode-se encontrar as agitadas “Ultimate Reason”, com tempos corridos e até um pouco quebrados na bateria e riffs pesados muito bem marcados no baixo e na guitarra, e “Words Right Out of My Mouth”, rápida e agressiva, lembrando um punk rock carregado de vocais insanos.

The Great Escape Artist pode ser apreciado por fãs de diversos estilos, e essa versatilidade, unida com a qualidade das composições, tanto das letras quanto das melodias, torna este um disco muito bom para os ouvidos. Fechou 2011 como o 2º melhor disco alternativo, o 3º melhor disco de Rock e em 12º entre os 200 da Billboard U.S.

Jane’s Addiction é:

Perry Farrell: Vocal;

Dave Navarro: Guitarra, violão e teclado;

Stephen Perkins: Bateria e percussão;

Chris Chaney: Baixo.

The Great Escape Artist:

1: Underground

2: End to the Lies

3: Curiosity Kills

4: The Irresistible Force (Met the Immovable Object)

5: I’ll Hit You Back

6: Twisted Tales

7: Ultimate Reason

8: Splash a Little Water On It

9: Broken People

10: Words Right Out of My Mouth

Resenha: Sum 41 – Screaming Bloody Murder

21 jan

Sum 41 – Screaming Bloody Murder

Release oficial: 29/03/2011

Faixas: 14

Duração: 48 min

Gênero: Alternativo/Pop Punk/Hardcore

Membros:

Deryck Whibley – Guitarra/vocal

Cone McCaslin – Baixo

Tom Thacker – Guitarra

Steve Jocz – Bateria

Faixa por faixa, brevemente

1 – REASON TO BELIEVE – ABERTURA ORA MISTERIOSA, ORA AGITADA

Começando o CD com classe.

2 – SCREAMING BLOODY MURDER – FAIXA TÍTULO COM TUDO QUE HÁ DIREITO

Rebusca a essência da banda e incorpora elementos interessantes, explorando novos campos musicais.

3 – SKUMFUK – “MUSICÃO”

Mudança de ritmo, composição muito boa, clima que prende a quem ouve a música. O clima “burlesco” de THE JESTER (do disco anterior da banda, UNDERCLASS HERO) aparece notavelmente pela primeira vez no disco.

4 – TIME FOR YOU TO GO – POP PUNK DE GENTE GRANDE

Poucos acordes, melodia fácil de acompanhar, porém com sonoridade mais madura que nos trabalhos anteriores. Destaque para o solo de guitarra cativante desta música.

5 – JESSICA KILL – SOMBRIA

Melodia pesada, penetrante, com uma ótima linha vocal de Deryck Whibley com suavidade e agressividade na medida certa. Lembra o disco CHUCK. Destaque para Steve Jocz, mostrando-se mais ainda um excelentíssimo baterista.

6 – WHAT AM I TO SAY – “RADIO-FRIENDLY”

A baladinha essencial. Faixa atraente, lembrando bem o caminho trilhado no disco UNDERCLASS HERO. Essa tem grandes chances de ser um single de sucesso.

7 – HOLY IMAGE OF LIES – A PURA ESSÊNCIA DO DISCO

A melhor e mais completa faixa do disco. Exprime exatamente a essência “punk-burlesque-hardcore-opera” do SCREAMING BLOODY MURDER todo.

8 – SICK OF EVERYONE – MAIS CHUCK FOR MY BUNGHOLE

Faixa versátil, com um riff de entrada extremamente agressivo, passando para um verso mais “tranquilo”, com o clima burlesco e teatral marcando presença novamente. Um híbrido de CHUCK e UNDERCLASS HERO.

9 – HAPPINESS MACHINE – EXCÊNTRICA E SÓLIDA

Guitarra muito pesada, vocal com melodias variando entre a insanidade e a extrema suavidade, e mais pianos.

10 – CRASH – SEGUNDO CLÍMAX (SE É QUE ISSO EXISTE)

Depois de muita porrada, essa belíssima composição sustentada apenas pelo piano, guitarra, violão e voz prepara para o desfecho do disco, compondo todo um clima musico-teatral na cabeça de quem ouve o disco.

11 – BLOOD IN MY EYES – “BURLESQUE METAL”

Muito pesada, muito melódica, com o piano de ritmo marcante e um refrão forte, fácil de lembrar e muito suscetível a headbang. Destaque para o excelentíssimo trabalho das guitarras e da bateria no riff principal da música.

12 – BABY YOU DON’T WANNA KNOW – ROCK N’ ROLL (!)

Tudo na música ruma pra o mesmo rumo: puro ritmo de Rock n’ Roll pra agitar!

13 – BACK WHERE I BELONG – WE’RE STILL SUM 41!

Essa música é um soco na cara de todo ouvinte! Pancada com a pura essência da banda, mostrando todo o amadurecimento e evolução de todos os membros. Próximo single confirmado do disco.

14 – EXIT SONG – “APROVEITEM, E ATÉ A PRÓXIMA!”

Uma faixa curta e bela, para fechar com chave de ouro este lançamento, que, de longe, é o disco mais maduro do quarteto canadense. Não é o melhor, mas é o que tem uma evolução mais notável. Potencial como disco bom para o próprio SUM 41 se orgulhar, e podendo conter alguns hits memoráveis, que se tornem hinos para os fãs como FATLIP, THE HELL SONG, STILL WAITING e PIECES.